É normal ficar com as mãos e axilas suadas em situações estressantes, emocionantes e assustadoras. Ou ainda após uma aula bem puxada de spinning. Porém, se essas regiões, assim como as demais do corpo, estão apresentando um suor excessivo, isso merece atenção.

Como saber se você está suando mais que o normal?

Vale ressaltar que a transpiração é uma coisa boa e de extrema importância para o nosso organismo. Afinal, é por meio dela que nosso corpo mantém a temperatura regulada.

A verdade é que não se pode dizer, ao certo, quanto suor é “demais” para uma pessoa. Isso depende de cada um. A transpiração excessiva é definida como qualquer quantidade de suor que cause problemas, interfira na autoestima e cause angústia pessoal.

Repare se algum desses sintomas acontece com você:

  • mudança frequente de roupas por suor nas axilas;
  • necessidade de secar as mãos na blusa toda vez que for apertar as mãos de alguém;
  • dificuldade em escrever porque a caneta escorrega pelos dedos;
  • preocupação constante em transpirar excessivamente em festas, aulas, reuniões etc.

Se uma ou mais situações como essas acontecerem com frequência, chegou o momento de entender suas possíveis causas.

Suor excessivo: o que pode ser?

A transpiração excessiva pode ser causada por uma condição médica chamada hiperidrose. Ela pode ocorrer em todo o corpo ou apenas em áreas específicas:

Hiperidrose primária focal

Surge na infância ou adolescência como suor excessivo e simétrico em áreas localizadas do corpo (mãos, pés, axilas ou rosto). Geralmente mais de um membro da mesma família é afetado. Curiosidade: não ocorre sudorese excessiva durante o sono.

Hiperidrose secundária

Geralmente surge em adultos e é causada por doenças sistêmicas ou uso de medicamentos. Os pacientes apresentam sudorese excessiva em todo o corpo ou em áreas incomuns, inclusive durante o sono.

Algumas causas de hiperidrose secundária:

A maioria das pessoas com hiperidrose é completamente saudável. Porém, ela pode ser extremamente frustrante e causar problemas emocionais graves em função da insegurança e baixa autoestima.

Diagnóstico

Para avaliar as áreas acometidas é utilizado o teste de Minor (teste do amido-iodo): aplica-se uma solução de iodo nas áreas suspeitas e, depois de seco, o amido é polvilhado na região. A transpiração é então estimulada com medicamentos ou exercícios, por exemplo. Nos locais com excesso de suor a coloração fica azul escuro.

Tratamento da hiperidrose

Existem várias estratégias para reduzir o suor excessivo. Os antitranspirantes tópicos são a primeira alternativa de tratamento para todos os tipos de hiperidrose. Eles são produtos a base de sais de alumínio ou zinco que reduzem a produção de suor por meio da obstrução dos ductos das glândulas sudoríparas.

Se eles não conseguirem controlar a transpiração da forma como deveriam, outros tratamentos são indicados:

  • Medicamentos orais: anticolinérgicos como glicopirrolato, oxibutinina, benzatropina, entre outros.
  • Injeções de toxina botulínica: a injeção de toxina botulínica é muito eficaz no tratamento da hiperidrose, levando a uma redução de mais de 85% da quantidade de suor produzida. O tratamento dura em torno de 6 meses.
  • Iontoforese: nesse procedimento, as mãos ou pés são mergulhados na água enquanto um dispositivo envia correntes elétricas de baixa voltagem durante 15 a 40 minutos. São necessárias sessões regulares para obter os resultados desejados e para mantê-los.
  • Simpatectomia torácica: reservada para os casos de hiperidrose palmar e plantar que não respondem aos outros tratamentos. O procedimento consiste na retirada cirúrgica da cadeia simpática e atualmente é realizada por videotoracoscopia.
  • Retirada cirúrgica das glândulas sudoríparas: reservada para casos de hiperidrose axilar que não respondem aos outros tratamentos.

Resumindo: apesar de inofensivo, você não precisa aturar o suor excessivo. Consulte o seu dermatologista para determinar qual linha de tratamento é a mais apropriada para o seu caso e pronto: problema resolvido!

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Fábio Gontijo - Doctoralia.com.br

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