Você sabia que, neste exato momento, cerca de 90% dos cabelos da sua cabeça estão crescendo ativamente (fase anágena) e, os demais, estão “descansando”?

Normalmente, um fio permanece na fase anágena por dois a quatro anos, para só depois entrar em repouso. Aí, ele “descansa” por dois a quatro meses e, depois, cai (fase telógena). A boa notícia é que, após isso, ele é substituído por um novo fio em crescimento.

Tudo isso serviu para que eu conseguisse te explicar, de uma forma fácil, que a queda de cabelos, até certo ponto, é normal. Uma pessoa comum, inclusive, perde naturalmente cerca de 50-100 fios por dia.

O problema é quando o paciente apresenta eflúvio telógeno, e é sobre ele que vou falar hoje.

O que é o eflúvio telógeno?

O eflúvio telógeno é uma forma de perda de cabelos momentânea, que geralmente ocorre após uma fase de estresse, um choque ou um evento traumático.

Apesar de a quantidade da queda dos fios ser grande, ela é temporária. Em outras palavras, depois que ela passa (e vai passar, pode confiar), o cabelo volta a crescer normalmente.

É importante entender, no entanto, que nessa condição, cerca de 30% dos cabelos param de crescer e entram na fase de repouso antes de caírem. Portanto, se você tiver eflúvio telógeno, poderá perder uma média de 300 cabelos por dia em vez de 100. É, pois é… não é pouca coisa! Mas a boa notícia é que vou te ajudar a entender todo esse processo agora!

Causas

O eflúvio telógeno pode ser desencadeado por vários eventos diferentes, incluindo:

  • cirurgia/trauma físico grave: dependendo do tipo de procedimento, tempo de permanência no hospital, medicamentos e estado nutricional geral, o paciente pode sofrer de queda de cabelos temporária;
  • estresse excessivo: a perda de cabelo ocorre cerca de 3 meses após a ocorrência do evento estressante;
  • perda de peso extrema: a perda de peso, ou restrição calórica crônica, como na anorexia nervosa, podem enfraquecer os cabelos, facilitando sua queda;
  • gravidez e parto: durante a gravidez, mais fios permanecem em fase anágena por mais tempo. Além disso, alterações hormonais que ocorrem de 3 a 6 meses após o nascimento podem causar a queda de cabelos temporária (eflúvio telógeno pós-parto);
  • menopausa: outras alterações hormonais, principalmente aquelas que ocorrem durante a menopausa, também podem causar o eflúvio telógeno;
  • falta de ferro e dieta pobre em nutrientes: o cabelo requer nutrientes essenciais, incluindo proteínas, ferro, vitaminas do complexo B e zinco, para crescer. Logo, a falta destes pode afetar a qualidade do ciclo de crescimento dos fios;
  • condições de saúde subjacentes: doenças autoimunes, condições que afetam a glândula tireoide (hipotireoidismo ou hipertireoidismo) e outros quadros como febre e infecções graves podem causar o problema;
  • alguns medicamentos: certas drogas, como os anticoncepcionais, betabloqueadores (propranolol, metoprolol), antidepressivos (amitriptilina, fluoxetina etc) e anfetaminas, por exemplo, podem provocar a queda de cabelos durante o seu uso (e até mesmo pouco tempo depois do tratamento).

Sintomas

Se você tiver eflúvio telógeno, certamente notará, por exemplo, a presença de mais fios se acumulando na fronha do travesseiro, no chão do chuveiro e na escova de cabelo.

Além disso, seu cabelo pode parecer menos denso do que o normal.

Afinal: o eflúvio telógeno (ou queda de cabelos temporária) tem tratamento?

Infelizmente, nenhum tratamento para eflúvio telógeno foi comprovadamente eficaz. No entanto, a boa notícia é que, por ser temporário, as chances de reverter o quadro são imensas!

Além disso, a resolução das causas desse distúrbio, como aprimorar a dieta e cuidar da doença que o está causando, é uma excelente alternativa para resolver esse quadro!

É por isso que, como você já deve saber, a consulta com um profissional (dermatologista com especialização em tricologia) é FUNDAMENTAL para o seu processo de cura.

É verdade que, na maioria das vezes, a causa do eflúvio telógeno é um evento passado específico e ele se resolve com o tempo… Porém, pode ser que o cabelo que volta a crescer não seja tão saudável quanto antes, ou pior, que o problema aconteça novamente porque a causa não foi descoberta e tratada.

O especialista pode ajudar nessa recuperação e na prevenção de novos episódios da doença. Fique sempre atento e procure pelos profissionais corretos para solucionar seus problemas! Nada de tentar dar uma de médico em casa, combinado?

E aí, seu cabelo está caindo e quer saber o que fazer? Basta marcar uma consulta comigo clicando aqui que, juntos, vamos encontrar a melhor forma de tratar, combinado?


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